• 9 de junho de 2017

Tecnologia antifraude identifica usuários através da maneira como tocam no celular ou utilizam o mouse

Impressões digitais, íris e retina dos olhos, expressão fácil e outros traços biométricos já são usados para destravar sistemas de segurança de bancos – e de smartphones também. Mas instituições financeiras no Brasil adotaram outro jeito de o cliente provar que é quem diz ser. A biometria comportamental analisa os cacoetes digitais únicos de uma pessoa, desde como mexe o mouse até o jeito de tocar o celular, o que leva em consideração o dedo usado e até a forma de segurar o aparelho.

O sistema criado pela empresa israelense BioCatch roda na plataforma de nuvem corporativa Azure, da Microsoft, que foi apresentado nos dias 6, 7 e 8 de junho, no CIAB Febraban, congresso de tecnologia da informação para instituições financeiras. O G1 conversou com executivos da empresa, que explicaram como ela funciona.

A biometria comportamental funciona de modo invisível enquanto um cliente navega pelo site ou no aplicativo de alguma instituição financeira, explica Maurício Craveiro, especialista em cloud e analytics da Microsoft Brasil. Da mesma forma que uma impressão digital única é associada a um usuário, nesse sistema, é o padrão de comportamento virtual que auxilia na identificação de uma pessoa. O objetivo, diz ele, é barrar indivíduos que tentem se passar pelo dono da conta e robôs criados para fazer invasões de forma automática.

“O sistema trabalha com algumas patentes que identificam a função cognitiva humana e consegue identificar se você é você”, explica Craveiro. Para isso, a plataforma vai captando trejeitos digitais para compará-los com: a) os de um ser humano e; b) com os do perfil do próprio usuário.

Alguns desses traços são:

  • Caminho do mouse
  • Velocidade com que mexe o mouse
  • Com qual dedo toca no celular (indicador ou polegar)
  • É destro ou canhoto?
  • Intensidade com que clica no celular
  • Ângulo com que segura o celular

Mais de 500 variáveis são analisadas para identificar o usuário. “Quando você está digitando o seu próprio e-mail não precisa usar ‘control+c e control+v’. Para a cognição do ser humano, é mais fácil escrever a palavra inteira novamente, você não corrige uma ou duas letras”, exemplifica. “Outro caso comum e curioso: o internet banking faz a seta do seu mouse sumir. Aí você tem que mexer no mouse para ela reaparecer”.

Fonte: G1

Veja também o vídeo: https://goo.gl/PcrVHR

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